

A Exposição, loja do Rio que ajudou a popularizar o crediário
Instalada na Avenida Rio Branco, a loja transformou o pagamento parcelado em parte da rotina de consumo dos cariocas. O negócio também participou da criação de estruturas de análise de crédito e modernizou sua operação com tecnologia.
Antes da popularização dos cartões e do Pix, a loja A Exposição anunciava na Avenida Rio Branco a possibilidade de comprar e pagar depois, em prestações mensais. O estabelecimento chegou a ocupar os números 146 a 150 da avenida, na esquina com a Rua São José.
O negócio foi conduzido por Lauro de Souza Carvalho, que identificou a demanda de consumidores com renda, mas sem dinheiro disponível para pagar uma compra à vista. A empresa passou a tratar o crédito como parte central da venda, oferecendo o chamado “Carnet-Crediário”.
No início dos anos 1930, anúncios da loja já destacavam o “Crediário — Patente nº 36.546 da A Exposição”. A empresa também reivindicou exclusividade sobre o uso comercial da palavra “crediário”, que apresentava como denominação registrada de seu sistema de vendas.
A concessão de crédito dependia de informações sobre a reputação dos clientes. A campanha “Basta ser um rapaz direito para ter crédito n’A Exposição” fazia referência a uma época em que comerciantes consultavam estabelecimentos próximos à residência do consumidor para avaliar sua confiabilidade.
O crescimento das compras parceladas levou a Exposição Modas S.A. a participar, em 1955, da fundação do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. Em 1961, a empresa também utilizava o IBM 1401 para organizar dados de clientes, pagamentos, cobranças, estoques e outras informações administrativas.
Fonte: Diário do Rio
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