

Companhia Mãos Calejadas celebra 21 anos com ações culturais em Niterói
Criada em 2004, a Companhia Mãos Calejadas pesquisa e transmite saberes de mais de 30 ritmos e manifestações populares. O grupo também busca uma sede própria para reunir oficinas, ensaios, pesquisas e apresentações.
A Companhia Mãos Calejadas completa 21 anos de trajetória com atuação voltada à pesquisa, ao ensino e à transmissão de saberes da cultura popular brasileira. A iniciativa começou em 2004, em São Luís (MA), e passou a atuar em Niterói no ano seguinte, após a mudança de Cidel Trindade para a cidade.
Sob a coordenação de Cidel e de Cristina Cavallo, artista e doutora em Design, o grupo trabalha com mais de 30 ritmos e manifestações, incluindo tambor de crioula, bumba-meu-boi, cacuriá e jongo. Oficinas e apresentações já foram realizadas em mais de 15 cidades, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Maranhão.
A companhia também mantém um ateliê em São Gonçalo, onde produziu mais de 500 instrumentos artesanais de percussão, além de figurinos, alegorias, móveis e peças feitas com materiais reaproveitados. Ao longo da atuação, o grupo estima ter alcançado cerca de 5 mil pessoas e formado mais de 200 alunos.
Entre as iniciativas criadas estão a Orquestra Brasileira de Percussão Folclórica, em 2012, o Coletivo Cocairé, em 2017, e o projeto Mulheres na Zabumba, em 2024. O trabalho mais recente é o Boi das Águas Escondidas, grupo de bumba-meu-boi nascido em Niterói a partir de uma residência artística e formativa iniciada em maio no Centro de Artes UFF, com encerramento previsto para novembro.
A residência reúne oficinas de percussão, dança, indumentária e adereços. O Boi das Águas Escondidas foi batizado em 24 de julho e participou, em 16 de setembro, da abertura da 15ª edição do Festival Interculturalidades, da Universidade Federal Fluminense, no Centro de Artes, em Icaraí.
Com a marca de 21 anos, a Companhia busca uma sede própria para concentrar oficinas, vivências, residências, atividades de ateliê e apresentações. A proposta é manter um espaço permanente para o ensino, a criação e a realização de encontros ligados às culturas populares em Niterói.
Fonte: odia.ig.com.br
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