

Ecobarreira do Rio João Mendes é retirada após quatro anos em Niterói
Estrutura foi removida no domingo (21) por causa de corrosão e riscos à segurança. Segundo a ONG responsável, equipamento reteve mais de 23 toneladas de resíduos desde 2022.
A ecobarreira instalada no Rio João Mendes, na Região Oceânica de Niterói, foi retirada após quatro anos de funcionamento. A remoção ocorreu no domingo (21), em uma ação relacionada ao Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias, celebrado no sábado.
De acordo com a ONG Instituto Floresta Darcy Ribeiro (Amadarcy), responsável pela estrutura, o equipamento reteve mais de 23 toneladas de resíduos desde 2022, impedindo que o material avançasse em direção à Laguna de Itaipu. A organização informou que a ecobarreira estava comprometida pela corrosão e precisou ser retirada por segurança.
O ambientalista Felipe Queiroz, integrante da Amadarcy, também atribuiu danos à estrutura a impactos provocados pelo programa Limpa Rios, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Segundo ele, a realocação do equipamento teria custo estimado em cerca de R$ 10 mil.
A ONG afirma que, sem manutenção e realocação, parte dos resíduos poderá chegar ao sistema lagunar Itaipu-Piratininga, ao Parque Estadual da Serra da Tiririca e à Reserva Extrativista Marinha de Itaipu. A entidade também relaciona a degradação do Rio João Mendes à qualidade da água da laguna e a atividades de pesca.
A Amadarcy pretende buscar parceiros para construir uma nova ecobarreira. Em nota, a Secretaria de Ambiente e Recursos Hídricos (SMARHS) disse que autorizou a implantação, mas não recebeu proposta formal de parceria para a manutenção. O Inea afirmou que realizou limpeza e desassoreamento do rio entre abril e maio deste ano dentro da legislação ambiental e que as intervenções não causaram danos à estrutura.
Fonte: oglobo.globo.com
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