

Enel aponta risco de exposição ao mercado de curto prazo no Rio em 2027
A possível redução da parcela de Itaipu destinada às distribuidoras brasileiras em 2027 pode expor a concessionária da Enel no Rio de Janeiro ao mercado de curto prazo. Segundo a MegaWhat, a empresa alertou a Aneel sobre possível impacto nas tarifas de energia.
A Enel Brasil informou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em carta enviada em 28 de outubro, que a mudança pode reduzir entre 5,0 e 6,6 pontos percentuais os níveis agregados de contratação das distribuidoras cotistas de Itaipu. A empresa pediu flexibilização dos prazos de contratação para o próximo ano.
O alerta está relacionado ao aumento da demanda da Administración Nacional de Electricidad (Ande), estatal paraguaia responsável pela gestão da parcela do país na usina. A possível utilização integral dessa energia pelo Paraguai pode diminuir o excedente enviado ao mercado brasileiro.
Segundo a Enel, a definição das cotas de Itaipu para 2027 depende da apuração do montante de energia destinado à Ande, informação que, pelo procedimento usual, somente estará disponível próximo ao encerramento de 2026. As distribuidoras, porém, precisam definir suas necessidades de contratação nos leilões A-1, A-2 e A-3 antes de conhecer essa variável. Os leilões estão previstos para 13 de novembro.
A empresa solicitou uma extensão excepcional do prazo de retificação da demanda para o leilão A-1. Como alternativa, pediu que seja avaliada a realização de um Leilão A-0 ou de Ajuste em janeiro de 2027 para recompor os níveis de contratação.
A Enel afirma que medidas preventivas podem reduzir a exposição ao mercado de curto prazo e evitar custos adicionais que, conforme as regras regulatórias, poderão ser reconhecidos e repassados às tarifas. A companhia também apontou que os Mecanismos de Compensação de Sobras e Déficits podem não recompor integralmente e a tempo a contratação das distribuidoras.
A empresa citou dados sobre o consumo paraguaio: em 2025, a carga realizada pela Ande ficou 60,3% acima do montante considerado no cálculo das cotas brasileiras. Para 2026, a estimativa é de 3.421,7 MW médios supridos à estatal, ante 2.025,5 MW médios considerados para abatimento das cotas.
Fonte: megawhat.uol.com.br
Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

