

Itacoatiara: os veios de granito por trás da “pedra pintada”
Na Região Oceânica de Niterói, o Costão de Itacoatiara recebeu o nome por causa das linhas claras que atravessam o granito. O local é cadastrado como geossítio e integra a Serra da Tiririca.
Na Região Oceânica de Niterói, o nome Itacoatiara faz referência à aparência do costão que fecha a praia. De acordo com o verbete citado pela publicação, o termo vem do tupi: “ita” significa pedra, enquanto “coatiara” pode ser traduzido como pintado, gravado, escrito ou esculpido.
A marca que lembra uma pintura é formada por veios graníticos, e não por tinta. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) cadastrou o Costão de Itacoatiara como geossítio, destacando as faixas claras que atravessam o maciço e deixam sua estrutura visível na rocha exposta.
O costão é um promontório voltado para o Atlântico e marca o fim da Serra da Tiririca. A trilha até o topo tem cerca de 2 quilômetros no percurso de ida e volta, é considerada de dificuldade média e inclui trechos íngremes. Do alto, é possível avistar a Praia de Itacoatiara, a Enseada do Bananal, a Pedra do Elefante e praias como Camboinhas, Itaipu e Piratininga, além de pontos do Rio de Janeiro.
A altitude do cume aparece com variações entre 210 e 217 metros, conforme o ponto e o método de medição. O local também é conhecido pelo movimento aos fins de semana, especialmente no período do pôr do sol, segundo a publicação.
Além do costão, Itacoatiara reúne a praia, com ondas fortes usadas em torneios de surfe e bodyboard, e áreas do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Entre as atrações citadas estão ainda a Pedra do Elefante e o Caminho de Darwin, trilha de 2,2 quilômetros entre Engenho do Mato, em Niterói, e Itaocaia, em Maricá.
Fonte: brasil247.com
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