Parque Orla Piratininga é destaque em painel sobre soluções baseadas na natureza
Reprodução/secovi.com.br
Niterói

Parque Orla Piratininga é destaque em painel sobre soluções baseadas na natureza

O Parque Orla Piratininga, em Niterói, foi apresentado em um seminário do Secovi-SP como exemplo de aplicação de soluções baseadas na natureza no desenvolvimento urbano. O projeto foi discutido ao lado de experiências de Santa Catarina e São José dos Campos.

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Por Redação Niterói Diário · 29 de setembro de 2026 às 19:04
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O painel “SBN como estratégia de projeto no desenvolvimento urbano” reuniu experiências sobre o uso de soluções baseadas na natureza (SBN) na concepção de parques, bairros, loteamentos e políticas públicas. O encontro foi promovido pelo Secovi-SP, em correalização com a Aelo, o SindusCon-SP e a Câmara Ambiental da Indústria da Construção da Cetesb.

A arquiteta e professora da PUC-Rio Raquel Azevedo da Cruz apresentou o Parque Orla Piratininga, projeto do qual participou desde a concepção, ainda na pós-graduação, e posteriormente como servidora da Prefeitura de Niterói. Segundo ela, o parque ocupa as margens de um sistema lagunar e é considerado o maior parque urbano de SBN do Sul global.

Entre os aprendizados destacados estão a necessidade de projetar diferentes escalas simultaneamente e de definir indicadores ainda na fase de concepção. De acordo com os dados apresentados, 75% dos serviços ecossistêmicos foram ampliados, 25% foram mantidos e nenhum foi reduzido. Das diretrizes avaliadas, 40% foram atendidas, 40% parcialmente e 20% não foram atendidas.

O projeto também foi associado à recuperação do uso público do território, à circulação por bicicleta e ao aumento da fauna observada na área. Raquel afirmou que a experiência ainda envolve um processo de aprendizado para integrar as SBN à engenharia tradicional e aos procedimentos de regulamentação.

Durante o painel, Pierre André Martin, da ECOMIMESIS Soluções Ecológicas Urbano-Paisagísticas, defendeu que as soluções não fiquem restritas a áreas verdes, faixas marginais de proteção e áreas de preservação permanente. Para ele, a aplicação também deve alcançar os lotes privados, que representam a maior parte da superfície urbana.

Fonte: secovi.com.br

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