

Pedido de vista pode inviabilizar eleição-tampão no governo do Rio
Uma nova interrupção no julgamento do STF sobre a sucessão no governo do Rio pode levar a discussão para depois do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Nesse cenário, a eleição-tampão poderia perder o efeito prático.
O Supremo Tribunal Federal pode voltar a adiar o julgamento que discute o formato da eleição para o mandato provisório no governo do Rio de Janeiro. Um novo pedido de vista, com prazo de até 90 dias, levaria a análise para depois do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.
A expectativa nos bastidores é que Alexandre de Moraes ou Gilmar Mendes solicitem vista quando o processo for retomado. Também existe a possibilidade de o caso nem ser analisado na sessão desta quarta-feira (19), já que há 13 processos na pauta e quatro estão à frente da ação sobre a sucessão no estado.
O julgamento ficou suspenso por quase três meses após Flávio Dino pedir vista em abril. O ministro devolveu o processo em julho, depois de utilizar praticamente todo o prazo regimental.
Os ministros estão divididos sobre a realização de uma eleição direta ou indireta para o mandato-tampão. Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes são apontados como contrários à escolha pela Assembleia Legislativa do Rio, enquanto Cármen Lúcia, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques já votaram a favor da eleição indireta.
Cristiano Zanin, relator da ação, já apresentou seu voto. Edson Fachin e Dias Toffoli ainda não se manifestaram, e nenhuma das correntes alcança os seis votos necessários para formar maioria. A discussão começou após a saída de Cláudio Castro do cargo e a posse temporária de Ricardo Couto no governo.
Fonte: Tempo Real RJ
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