

Especialistas orientam como identificar sofrimento psíquico em adolescentes
Durante o Setembro Amarelo, profissionais alertam que mudanças abruptas de comportamento, isolamento e prejuízo na rotina podem indicar que o adolescente precisa de atenção e apoio. A escuta acolhedora e a busca por ajuda especializada são recomendadas.
Especialistas ouvidos pela HU Brasil destacam que o receio de conversar sobre suicídio pode dificultar a prevenção. Segundo o psicólogo Leonardo Oliveira, do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP-UFF), abordar o tema de forma acolhedora pode abrir espaço para que o jovem fale sobre um sofrimento que já enfrenta.
Entre os sinais que merecem atenção estão mudanças repentinas de comportamento, isolamento, intensidade e duração dos sintomas e prejuízos no funcionamento diário. A psiquiatra Márcia Fávero, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), recomenda que pais e responsáveis escutem sem interromper para tranquilizar ou repreender, pois isso pode inibir novos relatos.
Os profissionais também citam fatores de risco presentes na história de vida, como baixa autoestima, negligência de cuidados parentais, abusos, problemas relacionados à sexualidade, dificuldades financeiras, términos de relacionamento e doenças. O isolamento associado ao uso da tecnologia também pode prejudicar o desenvolvimento de competências socioemocionais, segundo os especialistas.
A reportagem alerta ainda para os riscos de autodiagnóstico a partir de informações encontradas na internet. Pesquisar sobre saúde mental pode ajudar na decisão de buscar atendimento, mas não substitui uma avaliação clínica individualizada. Cada caso precisa ser analisado por profissionais.
Sobre o suicídio, os especialistas diferenciam a conversa direta e acolhedora da romantização, glorificação ou apresentação detalhada de um caso. A orientação é falar sobre o tema com cuidado e procurar apoio quando houver sofrimento intenso ou sinais de risco.
O Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo telefone 188, a qualquer dia e horário, além de oferecer atendimento por chat, e-mail e presencialmente em alguns endereços pelo site www.cvv.org.br. Também são indicados os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Básicas de Saúde (UBS), as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192.
Fonte: odia.ig.com.br
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